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O conceito de metáfora existe em nossa cultura ocidental por milênios. Na filosofia clássica, nascida no período dos pressocráticos, o conceito era entendido como uma figura de linguagem, um elemento utilizado por nós, seres humanos, apenas para a criação de uma linguagem fictícia que destoasse daquilo que entenderíamos como verdade no mundo. Em suma, a metáfora era apenas uma ornamentação linguística. Alguns pensadores, dando maior ênfase ao século XX, começaram a questionar tal entendimento de metáfora. Mas, em meados da década de 80, George Lakoff e Mark Johnson, o primeiro, professor de linguística pela Universidade da Califórnia, Berkley, e o segundo, professor de Filosofia pela Universidade de Oregon, lançaram o livro Metaphors we live by, traduzido para o português em 2000, pela professora Mara Sophia Zanotto, da PUC-SP. Esse livro pode ser considerado como o fundador de uma nova perspectiva sobre a metáfora, pois busca a conciliação entre aquilo que era denominado no ocidente por linguagem fictícia e linguagem real, comprovando, através da metáfora, que até mesmo aquilo que entendemos por linguagem objetiva tem, em sua base, um alicerce metafórico, criando os discursos. Tal entendimento decretou, de vez, uma virada cognitiva nos estudos da linguagem, bem como nas ciências cognitivas como um todo. DISCUSSÃO É GUERRA, O AMOR É UMA JORNADA, TEMPO É DINHEIRO etc, são alguns exemplos das metáforas conceptuais estudadas pelos autores. Esse estudo se redimensionou, criando diversos grupos de pesquisa que se especializaram nos estudos metafóricos bem como no entendimento de uma mente corporificada. Postado por SANTOS, R.Y.

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